Poupança

A Realidade das Audiências de Conciliação. CUIDADO! #MarcusResponde

Escrito por Marcus Novaes

Você já foi em alguma audiência de conciliação na justiça federal? Por um acaso já sofreu ou já moveu alguma ação contra a Caixa Econômica Federal? Quer saber a realidade dessas audiências de conciliação?

Apresento hoje o relato de um Internauta que compartilhou comigo uma experiência que teve nessas audiências.


“Dr. Marcus boa noite,  estive na Justiça Federal na Praça da República em São Paulo em função de ter recebido uma cartinha para audiência de conciliação, mas que de conciliação não tem nada.

O que mais me envergonho como cidadão brasileiro foi a passividade da Justiça Federal com o que está acontecendo em suas instalações.

Lá, após receber o “termo de conciliação” emitido pela Justiça Federal, a pessoa é direcionada para uma sala com vários advogados da caixa e outros advogados de sindicato, todos empenhados em homologar o acordo.

Antes de entrarmos na sala, somos atendidos por uma senhora simpática, atenciosa, bastante falante que faz com que pensemos que ela é da Justiça, mas ela não é da Justiça.

Perguntei a ela e ela disse que era voluntária do sindicato, porém dispara explicações de como é importante aceitar o que está no termo de conciliação pois é a “última oportunidade de receber alguma coisa”.

Não vi ninguém orientando as pessoas (idosas em geral), nem mesmo seus próprios advogados, principalmente aquele cujo advogado são dos sindicatos que os representam dar alternativas ao termo proposto.

Será que o recebimento de 10% de sucumbência que os advogados recebem mais os percentuais que teremos que pagar a eles 20, 25, 30% do êxito, por apenas terem entrado com os processos está influenciando acordo?”

Essa é a realidade das audiências de conciliação desses mutirões de acordo da poupança e não é só na poupança não, eu já tive uma experiência em que o pai da minha cliente faleceu, e a Caixa Econômica negou o pagamento do seguro do financiamento habitacional alegando que ele morreu de uma doença, que não foi morte natural.

Enfim, como toda a seguradora faz…

Eu entrei com processo para cobrar a caixa e aí eles marcaram o setor de conciliação de credores, teriam que pagar o seguro prêmio para a gente, nós passamos a ser devedores na salinha de audiência aqui na Praça da República.

Eles nem olham os processos. Os advogados da Caixa só levam a planilha e falam:

“você deve tanto, você quer pagar como?”

– “Amigão, eu não tenho que pagar nada, vocês que tem que me pagar, vocês tem que quitar o apartamento e tem que me dar a quitação, é por isso que eu entrei com o processo.”

ficaram tudo com cara de bobo lá.

Na realidade, eles estão desesperados porque o Adesão do acordo da poupança está tão baixo que estão fazendo de tudo para que você aceite.

Pressionam, te atendem bem…

Eu não vi ainda, mas me falaram que até o Datena está fazendo propaganda para que aceitem o acordo da poupança.

Então, fique esperto!

Nessas audiências de conciliação eu passei de credor a devedor.

Essa é a realidade da justiça brasileira mas,

Poupadores

Ainda sim, eu prefiro esperar.

Ainda que o STF não reconheça o direito, eu prefiro ter lutado até o fim.


fique com Deus e até o próximo artigo, tchau!

Sobre o autor

Marcus Novaes

Advogado, Sócio da Madi e Novaes Sociedade de Advogados
Pós Graduado pela PUC SP em Processo Civil
Especialista em Teses Imobiliárias e Ações de Poupança
Casado com Karina Novaes e pai do Rafael, Manuela e Rebeca

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